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acimadetudoviver

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Uma História de Amizade vs Uma História de Amor

29.04.15, acimadetudoviver

Há 25 anos conheci o homem lá de casa era eu uma miúda, verdade... deveria ter uns 13 anos no auge das descobertas, tudo o que fosse estar com pessoas mais velhas era maravilhoso, poder viver coisas que outras miúdas da minha idade não viviam era o melhor que me podia acontecer, a inocência é uma coisa maravilhosa.

Foi num almoço com vários amigos da minha irmã e do meu cunhado em que ele apareceu mais tarde e eu tive a pior das impressões sobre ele, afinal ele destoava de todas as pessoas que estavam ali presentes, não era possível que ele fosse um deles, mas era, e algumas horas bastaram para que eu percebesse que as aparências iludem. Afinal ele era uma pessoa divertida que me fazia rir com uma facilidade estonteante (todas as mulheres gostam que um homem as faça rir, eu não sou diferente).

E este encontro de amigos que começou num almoço prolongou-se pela tarde, transformou-se num jantar e culminou numa saída para os "copos", como se dizia antigamente. Tenho a dizer que naquela altura fora o melhor dia da minha vida até então, a primeira vez que entrei numa discoteca, para mim foi um sonho tornado realidade, sempre foi muito fácil fazer-me feliz!

Após este dia a minha presença passou a ser assídua em todos os encontros deste grupo de amigos, que também passou a ser meu, fui carinhosamente apelidada de mascote. Eu e o homem lá de casa nestes encontros éramos quase sempre inseparáveis, as gargalhadas eram muitas e as brincadeiras também, os anos foram passando, eu fui crescendo de miúda passei a adolescente e depois adulta, os interesses foram mudando e o homem lá de casa foi despertando a minha curiosidade no meu lado mais íntimo, quis o destino, ou não, que fossemos vizinhos, vivemos na mesma rua separados por dois prédios. Mas isso não fez com que a nossa amizade desse lugar a algo mais, eu não consegui ultrapassar a barreira do estigma social, de que ele era amigo do meu cunhado e da minha irmã, e eu na minha ingénua idade dos 18 anos não sabia como me comportar face a isso. O homem lá de casa continuou  a suscitar o meu interesse durante algum tempo, o meu desejo era grande mas a incapacidade de saber lidar com essa situação fez com que eu com o passar do tempo me desligasse e segui com a minha vida onde nos cruzávamos apenas como amigos.

Os anos passaram, passaram também outras pessoas nas nossas vidas, vivemos outros amores e desses amores nasceram amores maiores, mais uma vez as nossas vidas cruzaram-se com o nascimento dos nossos filhos, eu fui mãe de um rapaz e 6 meses depois ele foi presenteado com uma rapariga.

Os nossos filhos tornaram-se amigos e após uma vida de coincidências que num ou noutro momento acabou sempre por nos juntar eis que 25 anos depois de nos vermos pela primeira vez acabamos mesmo por viver uma história de amor.

Após 25 anos os desejos reprimidos por não saber lidar com eles foram resgatados carinhosamente da minha gaveta das memórias e vividos agora sem os recalcamentos de outrora mas com a mesma intensidade e com a mesma ingenuidade de antigamente. Hoje passados quase 2 anos a viver a mesma história às vezes tenho medo de como ela vai acabar, tenho medo que a história de amizade divertida seja destruída por uma história de quase amor e que venha a ser arquivada na minha gaveta das memórias para não mais ressuscitar.

...

16.04.15, acimadetudoviver

Nem sempre consigo passar aqui pelo meu cantinho com a regularidade que eu gostaria, pois o tempo não estica e no meio de processos para organizar há sempre um outro problema de última hora que surge e que logo rouba a minha atenção.

Na semana logo a seguir à Páscoa começou uma nova etapa na minha vida e como se já não fosse suficiente a correria em que ando quase todos os dias, agora para completar o ramalhete tenho formação ao final do dia, não é todos os dias mas ainda assim são mais 5 horas de trabalho, claro que houve coisas que já foram postas de parte.

E estou a falar das minhas caminhadas, claro que a preguiça já me venceu, por mais que eu ponha o despertador para tocar cedo é impossível não consigo fazer frente à inércia.

 

Desafio Superado!

07.04.15, acimadetudoviver

Este fim-de-semana de Páscoa foi muito estranho, embora se tenha revelado no final agradável, digamos teve muitos altos e baixos. O homem lá de casa como sempre decide de um dia para o outro que tem mesmo que ir a Almeida porque tem coisas importantes para fazer e claro o facto de ele ter um trabalho que lhe permite fazer isso o mesmo já não acontece comigo. Fiquei e entre trabalho, tratar do meu filho e fazer alguma coisa em casa o tempo foi passando, no sábado o homem lá de casa telefonou-me e desafiou-me a ir ter com ele que na altura já estava em Aveiro, claro que fiquei apreensiva porque não era nada que já não me tivesse passado pela cabeça, mas como havia greve de comboios nem me passou que pudesse ir de carro, porque ainda me sinto receosa de ir para sitios que não conheço, mas depois lá me enchi de coragem e aí fui eu. Claro que foi cansativo ainda para mais porque não estou habituada, claro que foi monótono, claro que estava ansiosa, mas no final correu tudo bem e isso é que importa. O resto do fim-de-semana foi muito bem e depois do almoço de domingo, eis que fiquei mais uma pilha com o regresso, fui ainda buscar o meu filhote a casa da avó paterna no Cartaxo e apesar do trânsito também não me saí nada mal. Não ía ao Cartaxo seguramente à 6 anos e foi agradavel, o meu filho já me tinha dito muitas vezes que queria que eu lá fosse, está tudo muito diferente desde a última vez. Depois o regresso a casa já se fez melhor pois com companhia é mais fácil.

Apesar de cansativo, cheguei ao final da noite exausta,porque os nervos também cansam, mas feliz por ter conseguido fazer a viagem sem precauços.