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acimadetudoviver

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Emoções

22.07.15, acimadetudoviver

Depois de dias seguidos sem o meu filho por causa da formação que estou a fazer e depois de finalmente o ter comigo e o poder cheirar, como os animais fazem às suas crias, e depois de o poder mimar e dar-lhe muitos beijos e abraços, que felizmente ele gosta e não me afasta, foi para casa da avó paterna também matar saudades.

Esta semana tive mais uma certeza de que a vida não é justa e que afasta de nós pessoas que são importantes e que fazem falta, esta semana senti um nó na garganta e tive que reprimir as lágrimas que teimavam em cair quando o meu filho leu um e-mail do tio, que teve se ausentar do país em trabalho, e derepente antes de conseguir chegar ao fim estava a chorar de saudades daquele tio que ele adora, porque por mais que se tente explicar a uma criança que o tio teve que ir trabalhar para outro país e que ele já não pode estar tantas vezes com ele quanto gostaria, as saudades doem sempre.

É nestas alturas que apesar da impotência que sinto por não conseguir que o meu filho não tenha estes sentimentos de "perda" momentanea e as saudades que doem porque se gosta muito, sei que fiz um bom trabalho porque consegui que o meu filho tenha uma familia presente na vida dele e que para ele é importante a presença de qualquer um de nós sem excepção, é tão bom perceber que o meu filho tem tanto amor à volta dele que só desejo que o que ele dá tenha de volta em dobro.

Objectivo: Amor

01.07.15, acimadetudoviver

O meu filho cresceu! Nesta altura do ano acabo por chegar sempre a esta conclusão porque é o meio do ano dele, fazendo anos em Dezembro chegados a esta altura já está a meio ano de completar mais um ciclo. Este ano ele terminou o 1.º ano do 1.º ciclo e depois de muitos medos, de muita ansiedade, de muito me descabelar (ser mãe não é fácil), ele terminou com distinção, ou seja além de um Muito Bom foi proposto para o Quadro de Honra, o que me encheu de orgulho, claro.

O meu filho é um como um furacão, não porque arrase tudo à sua passagem, mas por ser uma força da natureza, porque nos desafia constantemente, porque está sempre a fazer braço de ferro, a testar os limites, claro que depois quando o furacão acalma, temos o mimo e o amor e o carinho que ele distribui por quem gosta em doses industriais.

Por ser de Dezembro ele é o que chamam de um aluno condicional, pois só é possivel a entrada no 1.º ano se houver vagas, embora isso para mim nunca tivesse sido uma questão porque eu sempre quis que ele entrasse na escola já depois de fazer os 6 anos e foi o que aconteceu. Quis que ele fosse mais crescido, que se sentisse mais seguro, mais confiante, mais disposto a aprender e senti que isso foi conseguido, embora com alguns braços de ferro porque para o meu pequeno furacão o tempo nunca chega para brincar e perceber que há alturas que temos que trocar a brincadeira pela responsabilidade foi uma tarefa ardúa mas conseguida.

Por isso este ano lectivo o meu objectivo foi amor e compreensão para que o meu filho tivesse sucesso e foi o que aconteceu e é tão bom quando somos recompenssados com mais amor.