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acimadetudoviver

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A idade com que me vejo

29.06.16, acimadetudoviver

Lembro-me de ser miúda e de querer ser crescida, de querer ser "independente", nem eu na altura sabia  o que isso queria dizer", queria fazer o que me apetecesse. Entretanto fui crescendo, a idade foi avançando, as responsabilidades foram aumentando, o dia da independência chegou e com isso uma série de outras coisas que fazem parte do crescimento e da idade e hoje com a idade que tenho 38 anos (quase), penso não é possível, alguém no meu percurso deu-me a beber uma poção mágica que fez acelarar o tempo e aqui estou eu com estes anos todos sem me sentir verdadeiramente com esta idade.

Eu acreditava que quando fosse mais velha, que quando chegasse à idade que tenho agora que me iria sentir de maneira diferente, que teria um comportamento diferente, que a minha vida seria de outra forma, afinal eu continuo a sentir-me como se fosse adolescente.

Eu se calhar não deveria senthir-me assim e muito menos assumi-lo em público, pois afinal de contas eu sou mãe há quase 9 anos e fui mãe com plena consciência do que estava a fazer e do que a minha vida iria mudar, embora depois na prática isso tivesse representado um período de adaptação.

O que eu quero dizer com tudo isto é que nem sempre a nossa idade mental é igual à nossa idade real, se é que se pode pôr as coisas desta forma, eu às vezes tenho alguma dificuldade em expressar o que sinto, sobretudo quando eu tenho a ideia que sou muitas vezes um extraterreste no meio dos comuns mortais, mas isto é uma ideia que não é de hoje sempre me senti assim.

Bom, para finalizar e por esta ordem de  ideias é provável que chegue aos 80 anos a pensar e a sentir que tenho 40, só espero que seja também fisicamente e não só mentalmente.

O Mundo dos Blogs II

24.06.16, acimadetudoviver

Ainda a propósito de blogs outra coisa que me deixa surpreendida é o facto de algumas pessoas fazerem comentários depreciativos e escreverem coisas nas caixas de comentários de certos blogs mais visíveis (mais conhecidos) como se só pelo facto de as/os bloggers escreverem sobre certos aspectos da vida deles, as pessoas já os conhecessem desde sempre. Eu não tenho por hábito deixar comentários nos blogs que sigo, leio, há posts com os quais me identifico e outro que não e fico por aqui. 

Já li coisas que achei inacreditável, já li que se determinada(o) blogger escreve sobre um assunto põe-se a jeito, mas põe-se a jeito de quê? De lhe faltar ao respeito? De ser insultado(a)? Eu sinceramente fico surpreendida, até agora, como só tenho 1 ou 2 pessoas que me leêm ainda não tive que lidar com comentários menos bons, porque sinceramente não sei como reagiria.

O facto de ter um blog, ou seja, algo que é público, não dá o direito a ninguém de ser inconveniente. Vejo muitas vezes em caixas de comentários alheias que as pessoas apelidam os comentários maldosos de inveja, eu acho que não é inveja, é mesmo maldade, dizer mal por dizer. Eu arriscaria dizer que nos está no sangue, ou então eu tenho tido azar, pois ao longo da minha vida tenho "apanhado" algumas pessoas que tentam fazer o mesmo em relação ao modo como levo a minha vida. Há pessoas que tem a capacidade de só ver o que está errado na vida dos outros e esmiuçar isso até ao fim, deve ser frustante e triste muito triste.

Se é para ter a caixa de comentários inundada de comentários maldosos prefiro continuar a ter um blog desconhecido para a maioria das pessoas e poder continuar a escrever o que me apetece e a ter as minhas opiniões porque tenho direito a elas, porque quero continuar a acreditar que a liberdade fde expressão é uma realidade e não uma miragem.

 

O Verão começa Hoje

20.06.16, acimadetudoviver

Adoro o Verão, roupas leves, andar na rua até tarde, não ter horários, comidas leves parece que é tudo mais fácil!

E claro como não poderia deixar de ser a praia, confesso que já não aguento um dia de praia, mas algumas horas é sempre bom. E este fim-de-semana iniciámos a nossa época balnear, eu e o meu filho, fomos no domingo de manhã bem cedo, ainda a praia estava a acordar e saimos às 11horas, quando já estava um calor insuportável, claro depois de muitos mergulhos e muitas boleias nas ondas, do meu filho, claro, que a água para mim estava gelada, só depois de passear muito à beira-mar consegui molhar as pernas até aos joelhos sem que a água me fizesse doer os ossos. De ano para ano esqueço-me que a água da Costa da Caparica é assim, fria.

O resto do domingo foi passado em modo preguiça no sofá com o filhote a ver filmes da Disney, tenho que aproveitar, pois nem sempre é possível termos estes momentos só nossos que me sabem pela vida.

No Sábado houve ainda tempo para passearmos no parque da Costa e para o meu filho andar de bicicleta, que é o novo amor dele, tivemos de facto um fim-de-semana em grande. São estes pequenos momentos que eu recordo quando o trabalho exige mais de mim do que eu gostaria, e o tempo que eu tenho disponível para o meu filho diminui. 

O Mundo dos Blogs

14.06.16, acimadetudoviver

Ainda me lembro quando comecei a ouvir falar de blogs, decorria o ano de 2004 e foi através de uma colega de trabalho que tinha criado um onde colocava essencialmente fotos. Como tudo o que é desconhecido nos causa estranheza, a minha primeira impressão em relação aos blogs é que aquilo não era para mim, pois expor a minha vida assim descaradamente na internet causava-me alguns calafrios. Depois passado um tempo apareceu na rádio Comercial, passo a publicidade, um programa sobre blogs, em que alguns posts de blogs podiam ter uma banda sonora, ideia engraçada sem duvida. Mas eu continuava sem me entusiasmar com esta nova forma de comunicar.

Anos mais tarde engravidei e ao pesquisar sobre inúmeros assuntos na internet, no que à maternidade diz respeito, deparei-me com uma série de baby blogs e fui seguindo alguns com o intuito de ver as minhas dúvidas dicipadas, após o nascimento do meu filho, mais mês menos mês, a minha vida mudou e deixei durante algum tempo de ter acesso à internet e com isso deixei de visitar blogs, aliás esqueci-me mesmo da existência deles. Sempre que usava a internet era sempre para o mesmo fim, que era tratar de assuntos on-line, que até então era para isso que a internet servia, ou seja facilitar-nos a vida.

Agora desde sensivelmente 2013 voltei a deparar-me novamente com os blogs e fiquei deveras surpreendida com a blogosfera em geral e também com a quantidade, cada vez maior de blogs e de todos os temas e mais alguns. Foi de tal forma que até eu criei um, para ir despejando disparates e acontecimentos do meu dia-a-dia, isto claro, quando não fico semanas sem postar nada.

Entretanto apercebi-me que alguns blogs mais antigos, dos primeiros que surgiram, já se tinha transformado numa marca e consequentemente numa empresa de publicidade e achei interessante; depois descobri que havia muita rivalidade, mas não uma coisa saudável, não, nada disso, é mesmo algo que eu considero que roça o ridículo, porque existente pessoas que não se conhecem, bloggers ( é uma nova profissão), que se degladiam como se estivessem num ringue, enfim. Não consigo compreender, porque é algo que assim de repente na "vida real" não acontece, ou seja, pessoas que tem empresas similares e físicas não se vão debater cara a cara com os seus concorrentes, fazem-no de uma forma civilizada enaltecendo os serviços que vendem. Mas na blogosfera tudo é diferente o facto de alguém não se mostrar fisicamente parece que ganha coragem extra e vá de dizer as maiores alarvidades que se pode pensar.

Ao criar também eu um blog, fi-lo sobretudo pelo motivo mais básico, ou seja porque toda a gente tinha, era mais um a inundar a blogosfera e no intuito de deixa lá ver se alguém tem curiosidade em ler os meu disparates, e não é que há quem leia, fico contente. Às vezes em conversa com amigos,ou até mesmo conhecidos, vou percebendo que leram os meus textos, às vezes eu já não me lembrava que tinha escrito sobre aquele tema, é giro. Logo depois de ter criado o meu blog, houve um wokshop em Lisboa sobre o assunto e eu fui tive pena porque não consegui terminar, pois como sempre tive um serviço a meio. Mas serviu essencialmente para ficar a saber mais um pouco sobre o assunto e também para conhecer outros blogs e para descobrir que o que a maioria das pessoas que têm blogs querem é os seus blogs tenham visibilidade e que se transformem numa fonte de rendimento, de perferência não tendo que trabalhar muito para o efeito, pois outra coisa que eu descobri é que as/os bloggers são apelidados de fúteis mas a maioria das pessoas quer ser como eles, não entendo, mas lá está o problema deve ser meu.

Pela parte que me toca, continuo na minha, quando estou para aqui virada, escrevo, detesto sentir-me obrigada a fazer alguma coisa quando o propósito não é esse, e vou ficando satisfeita quando percebo que afinal há pessoas que até me lêem, pode ser que um dia mude a minha postura, para já é assim.