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acimadetudoviver

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Futebol...

07.07.16, acimadetudoviver

...considerado por muitos como o ópio do povo, não há dúvidas que move multidões de pessoas quer seja pelo clube do coração, quer pela selecção de um país. Desta feita não há dúvidas que a nossa selecção está de parabéns por ter conseguido uma vez mais chegar à final de um campeonato europeu. Já anos houve em que eu também fazia parte das multidões que o futebol move, se bem que no meu tempo( pareço a minha a avó a falar, mas a verdade é que não tenho outra forma, afinal já passou 20 anos desde essa altura) era tudo mais soft, quando era miúda, 8/9 anos, a idade do meu filho, não percebia nada de futebol para além de que a bola chutavasse para a frente, tentava-se passar a outros jogadores e marcavasse golo, ganhava quem marcasse mais golos, para mim era isto; ah! e claro não menos importante ou eramos do Benfica ou do Sporting. Fui do Benfica durante muito tempo até que um dia na escola um professor numa brincadeira perguntou quem era do Benfica a maioria respondeu e eu como sempre fui pelas minorias respondi que era do Sporting e foi assim apartir desse momento passei a ser do Sporting só porque sim.

Entretanto vieram as férias de Verão e uns dias no Algarve foram suficientes para ficar a conhecer a paixão das minhas primas pelo clube verde e branco, lá me entusiasmei a ver alguns jogos e lá fui conhecendo o nome de um ou outro jogador e a perceber mais ou menos a dinâmica de um jogo. Foi na altura em que os SUB-18 ganharam um campeonato mundial, a maioria dos jogadores eram do Sporting, falo de Figo, Cadete, Peixe entre outros que já não me lembro o nome e o selecionador era o Carlos Queirós.

No ano seguinte mais umas férias de Verão, desta feita por terras alentejanas e mais uma descoberta também aqui os meu primos eram adeptos ferverosos do clube de Alvalade, com direito a cartão de sócio e tudo, e assim lá nasceu a minha paixão por este clube, verdadeiramente. Passei a ver todos os jogos que passavam na televisão, sabia o nomes dos jogadores, fui ver um ou outro jogo ao vivo, já conhecia todas as táticas e termos técnicos de um jogo, tudo o que era jornal desportivo e recortes onde falasse do clube habitava numa gaveta do meu quarto. Descobri que as iniciais do meu nome são iguais às do clube, anos mais tarde vibrei com os campeonatos ganhos pelo Sporting, fui apaixonada pelo Dominguez, adolescente, com tudo o tinha direito, embora o meu jogador preferido fosse o Balakov. Passei a venerar por consequência a selecção pois a maioria dos jogadores eram do Sporting, cheguei a ir ver a selecção treinar ao Almada Futebol Clube andava eu no 11.ºano e pedi autografos aos jogadores. Tive tanta sorte que quando fui para a Universidade esta ficava no Campo Grande e ainda deu para ir assistir a alguns treinos do clube antes de começarem a construir o novo estádio onde outrora foi o campo de treinos.

Anos passaram e toda esta paixão pelo futebol que me movia foi-se desvanescendo, hoje em dia sou do Sporting só porque sim, outra vez, mas já não perco tempo a ver os jogos, assim como a selecção nacional também não me tira o sono, fico contente quando chegamos ao patamar que alcançamos ontem, mas é só.

A loucura que vivi em toda aminha adolescência ficou lá, está agora guardada numa gaveta de memórias tal como outras recoradações dessa altura. 

O Tempo que o Tempo Tem

05.07.16, acimadetudoviver

Há alguns anos havia um anúncio da SWATCH que dizia "o tempo é o que se faz com ele", é daquelas frases que ficam no ouvido e aliada à imagem o que a publicidade demonstrava é que num dia com 24 horas podiamos fazer muitas coisas.

Eu chego muitas vezes à conclusão que 24 horas não chegam para tudo o que eu gostaria, ontem foi mais um desses dias em que eu percebi que deixo para trás aquilo que é mais importante, que o tempo não chegou, que o tempo foi roubado ao que realmente importa, que mais uma vez houve palavras que não foram ditas e houve emoções que foram reprimidas. O tempo esteve sempre lá só não foi vivido como devia.

Eu sinto-me sempre pequenina quando o tempo me ultrapassa e me atira à cara que mais uma vez eu não fui capaz de o viver, mais uma vez o tempo mostrou-me que ele é sempre constante que tem sempre os mesmos, segundos, minutos e horas, dias, meses e anos, eu só tenho que o acompanhar.

Hoje o tempo mostrou-me que eu não vivi o tempo como ele é, sempre constante, sempre igual e o tempo fugiu, este já não é possivel recuperar. O tempo é de facto o que se faz com ele mas eu não cheguei a tempo e tenho medo de não voltar a chegar a tempo noutras ocasiões.