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acimadetudoviver

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Conversas

31.03.17, acimadetudoviver

Ontem de regresso a casa quando o meu filho já me fazia companhia no carro e a conversa, já não me lembro como começou, fazia-se em torno da adolescência e nos disparates que os adolescentes fazem. E o meu filho na inocência que lhe é própria e eu gosto tanto, perguntava-me se os adolescentes que fazem aqueles disparates todos que às vezes se ouvem nas noticias, se os pais deles não sabiam o que eles faziam, ou se simplesmente eles não queriam saber, pois para o meu filho como era possivel os pais não saberem o que os filhos fazem? Depois lá me foi dizendo que quando for adolescente não quer sair à noite, e eu ia rindo baixinho para que ele não percebesse e lá lhe fui dizendo que o importante é ele não ter pressa de crescer, porque tudo tem o seu tempo, e tudo na vida acontece no tempo que tem de acontecer. Precipitar a vida é só parvo.

Eu gosto tanto de ter conversas de "crescidos" com o meu filho, mas depois fico com o meu coração tão apertado porque significa que ele está a crescer e a tornar-se cada vez mais autónomo e que o tempo passa rápido e não tarda nada ele vai querer voar e eu vou ter que deixar.

Eu e a minha luta interna para voltar às caminhadas

29.03.17, acimadetudoviver

-"Quando morávamos na Parede a minha mãe ía todos os dias correr para a praia."- esta frase foi dito pelo meu filho, talvez há 3/4 anos, e na altura senti uma sensação de nostalgia muito grande e saudade, muita saudade. Do bom que tinha viver na Linha de Cascais era o facto de viver e trabalhar a 100m da praia, era tudo ali, casa, trabalho, escola do filho e praia. A rotina era sempre a mesma levantar cedo, tomar o pequeno-almoço com o filho, deixá-lo na escola e às 9h estava na praia de Carcavelos, depois era só seguir ate S. Pedro do Estoril e regressar, pois o trabalho começava às 13h. Foi assim durante 2 anos, quando decidi regressar à margem sul foi do que senti mais falta, ter a praia ali à mão, foram 2 anos de exercício físico e mental porque não existe nada melhor para "esvaziar" a cabeça do que o mar.

A minha paixão pelo desporto começou quando aos 18 anos tive um problema num joelho e o médico me disse que só a fisioterapia não resolvia o meu problema tinha que intensificar o treino para fortalecer os músculos e assim foi deixei de lado o meu sedentarismo e passei a frequentar o ginásio, nem sempre assídua, mas fazia um esforço para que durante a semana fosse pelo menos 2 vezes. Com a minha ida para a Parede ainda fui durante algum tempo ao ginásio mas depois a dada altura por causa do trabalho começei a ter dificuldade em conciliar horários e acabei por desistir, e foi assim que começei com as caminhadas e corridas na praia e que me fazia sentir tão bem.

Não sou gorda, pelo contrário sou magra e por vezes consigo ter peso a menos, segundo a minha altura, tenho 50 quilos distribuidos por 1,65m, o exercício não é para completar nenhuma dieta, é mesmo porque me faz sentir bem. Actualmente estou parada à muito tempo, tentei regressar ao ginásio mas não consegui enfiar-me num espaço fechado, visitei alguns e senti-me claustrofóbica, fiz várias tentativas de regressar às caminhadas e posteriores corridas mas acabo sempre por me deixar levar pela inércia, não sei se a desculpa do trabalho é válida mas é o tem sucedido, pois eu tinha destinado a minha hora de almoço para o efeito, mas depois eis que surge um serviço, ou uma ida ao banco, ou mais uma ida a uma ou duas repartições públicas e com isto lá se vai o intervalo do almoço e consequente pausa para o exercício, às vezes nem tempo para almoçar. Outra coisa que contribuí para esta inércia é o facto de agora não ter a praia a 100m de mim, digamos que fica a uns bons 8 km, a única coisa que se aproxima é mesmo o rio, junto à Baía do Seixal, que é exactamente por onde tenho andado, porque fazer caminhadas na cidade, ou até mesmo correr, é coisa que não me inspira, não é a mesma coisa, não faço com o mesmo gosto, preciso de sentir a natureza, já por isso não me consigo enfiar num ginásio.

À coisa de 2 semanas falei com o meu filho no sentido de ele me ajudar a cumprir o meu objectivo, então a ideia era a de eu me levantar 1 hora mais cedo e ir fazer a minha caminhada regressando depois a casa para nos prepararmos para ir ele para a escola e eu para o trabalho, foi o drama, não consegui a ajuda que pretendia. O meu filho tem 9 anos e embora seja autónomo numa série de coisas ficar em casa sozinho por uma hora é coisa para ele entrar em pânico e eu não me sentiria descansada em sair sem que ele soubesse, por isso ando aqui em modo de tentar arranjar uma alternativa que não sei bem como vai ser, pode ser qe consiga convencê-lo.

 

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27.03.17, acimadetudoviver

Penso se sim ou se não, penso que implicações positivas ou negativas terá na minha vida? Então e na vida dos que me rodeiam? Também penso... Não dou um passo sem que cada item de uma lista quase infindável seja analisada, quase consigo adivinhar o que poderá suceder em cada situação. Acredito sempre que a opção escolhida é a melhor, acredito sempre não irá prejudicar ninguém, e se tiver que prejudicar que seja eu, pois a decisão fui eu que a tomei, mas às vezes não é assim, às vezes mesmo analisando todos os pormenores chegamos à conclusão que afinal não foi a melhor decisão. 

Não se consegue ser sempre prespicaz e não se consegue sempre fazer as melhores escolhas.