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acimadetudoviver

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Conversas II

12.04.17, acimadetudoviver

No seguimento do post que escrevi a semana passada sobre uma conversa com o meu filho, eis que surge este fim-de-semana uma notícia na televisão de adolescentes que foram expulsos de uma unidade hoteleira em Espanha por distúrbios, o meu filho ficou chocado. A propósito da reportagem que ele ia vendo completamente boquiaberto eu dizia-lhe que aquelas eram as figuras que ele ia fazer quando chegasse a sua vez de ir à viagem de finalista e ele olha para mim com um ar muito espantado e diz-me muito sério: " não, não é!" e lá me continuou dizendo que ele nem queria ir à viagem de finalista e que ele não faria aquilo. Eu a rir e a brincar com ele lá fui dizendo que ia gravar o que ele estava a dizer para mais tarde o confrontar e ele volta a responder-,me: " podes gravar à vontade porque se eu estou a dizer que não faço é porque não faço." . 

Este género de conversas com o meu filho deixam-me de facto deliciada porque a convicção com que ele diz as coisas, o modo de ele pensar faz-me ver que o meu filho está a crescer que pensa por ele, que distingue o que está certo do errado, mesmo que daqui por uns anos venha a fazer alguns disparates, porque eles fazem parte do crescimento e faz parte da convivência com os amigos. 

Carnaval

03.04.17, acimadetudoviver

Assim que termina a época natalícia o meu filho começa logo em estágio para a festa seguinte, ou seja o Carnaval, ele é mudar de ideias todas as semanas sobre o que se quer mascarar, consoante os super- heróis assim é os desejos.

Este ano depois de muita indecisão mascarou-se de Ninja e eu ainda fiquei a saber qual é a diferença entre um Ninja e um Samurai, isto devido eu (ignorante) ter cometido uma falha e ter perguntado se um amigo o ano passado não se tinha mascarado de Ninja. Erro Crasso! Tive logo direito a uma explicação pormenorizada do assunto, quem sabe, sabe!

Assim o meu filhote anda mascarado desde 6.ª feira, já que é para encarnar uma personagem diferente à que aproveitar a altura própria.

Maldita Crise!

03.04.17, acimadetudoviver

Desde quarta-feira que ando às voltas para tentar descobrir como se fala de um despedimento colectivo de 160 pessoas ligadas ao jornalismo, é algo que me toca, embora não exerça e não tenha carteira profissional, mas dói, dói muito, porque ser jornalista em Portugal não é fácil, porque não tem glamour, porque se dá muito e recebe-se pouco, seja em termos monetários, seja em termos de reconhecimento.

Em 2005 foi o jornal "A Capital" que fechou portas, cinco anos depois foi a vez do jornal "24 Horas" e da "Rádio Clube Português", em Fevereiro deste ano foi o jornal "Crime", estes são só alguns exemplos que nos saltam à vista porque pelo meio houve revistas, suplementos de jornais que foram dispensando colaboradores porque não conseguiam fazer subir os números, sempre os números e se eram bons, assim de repente estou a lembrar-me do DNA.

Cada vez mais as pessoas são números, o que as move, o que pensam, o que sentem pouco importa, o que realmente interessa é o que conseguem realizar para que os números subam, mesmo que isso não vá de encontro aquilo em que acreditam e que tentam defender com unhas e dentes.

Desde os tempos em que estudava na faculdade que se falava na "morte anunciada do jornalismo", mas sempre pensei que era mais fogo de vista, sempre pensei que não se chegava a concretizar porque não acreditava que as ditas novas tecnologias iriam destruir o papel e o prazer de pegar numa folha de papel de jornal, estava enganada, as novas tecnologias não serviram só para ajudar o jornalismo, também o ajudam a matar-se aos poucos, hoje uns, amanhã outros.

No nosso país não é possível vingar duas plataformas, ou temos papel ou temos jornais e revistas gratuitas na internet e isso não dá de comer aos profissionais que foram despedidos, é preciso inovar, mas também é importante não esquecer que quem faz as notícias seja em que plataforma seja são pessoas e não números em que a primeira casa é o jornal onde trabalham. 

As Férias Grandes

03.04.17, acimadetudoviver

Estes dias de sol e calor que se prolongam e parecem nunca mais ter fim remete-me para o tempo em que eu tinha 3 meses de férias e chegava-me  a cansar de tantas férias em que os dias eram de facto infindáveis, começavam cedo, íamos para a prais de farnel aviado e passavamos lá o dia entre brincadeiras na água e meia dúzia de minutos quietas para comermos, não muito, pois as brincadeiras não podiam esperar e metiam invariavelmente banhos de mar.

Sempre vivi perto do mar por isso para mim Verão sempre foi sinónimo de praia e mesmo quando íamos de férias, elas eram repartidas entre a calma do Alentejo e o corropio do Algarve com mais praia e para comemorar o arroz de berbigão da minha avó que ainda hoje sinto o sabor e o perfume que pairava lá em casa.

Há coisas que não consigo esquecer e que tem sabor a Verão e a férias, são as doces recordações de momentos bem passados. O melhor doce de tomate do mundo feito pela minha tia com muito amor e ternura que é como deve ser tem um sabor inigulável que jamais esquecerei e que me enche de tristeza sempre que tento encontrar aquele sabor, aquela textura, aquele amor porque tudo o que é feito com amor tem outro sabor.

Para mim férias grandes é sinónimo de paz, de calma, de minutos transformados em horas sem  pressas, como se um dia fosse feito de muitos minutos e muitas horas e tudo avançava muito devagar para que se pudesse saborear cada momento, cada instante.

As férias grandes trazem-me boas recordações de momentos passados com amigos, com família que me deixam no rosto um sorriso de felicidade por ter tido o privilégio de tão doces momentos.

 

Locais onde nos sentimos bem

03.04.17, acimadetudoviver

Sempre que me chateio com a vida mudo, mudo de trabalho, mudo de sitio onde vivo, digamos que o ditado "quem está mal, muda-se!" aplica-se bastante bem ao meu caso.

Desde a minha última mudança, que foi em Junho do ano passado, meti na minha cabeça que apartir daquele momento tinha que ter juízo e deixar de me armar em saltimbanco, não por mim mas pelo meu filho porque está numa fase em que precisa de estabilidade, pois não só ele entrou no 1.º ano como também está a aprender muitas coisas novas, por isso convém que a maluca da mãe tenha juízo.

O curioso das minhas mudanças é que por mais voltas que dê e por mais sítios diferentes para onde vá acabo sempre por regressar à base, ou seja margem sul, não sei porque mas acredito que funcione assim como uma espécie de porto de abrigo.

Este fim-de-semana estive numa casa que tem uma vista fantástica sobre o rio, vista essa que já foi minha, pois já vivi naquela rua e curiosamente no prédio ao lado, e é bom senti paz, calma, como um regresso mas um regresso bom com boas recordações.

Senti-me bem, senti-me feliz e espero que o que senti no sábado volte a sentir mais vezes exactamente naquele sítio e com aquela vista.

As minhas coisas

03.04.17, acimadetudoviver

Já aqui escrevi algumas vezes do gosto que pela bricolage, só tenho pena de não ter mais tempo para me dedicar, aliás este blog foi criado com o propósito especifico de ir colocando peças que iam sendo reabilitadas, ou que passariam a ter outras funções, mas o meu trabalho não me permite ter tempo livre suficiente para isso e eu não me posso dedicar a 100% à bricolage. Assim, vou fazendo quando posso.

Estou a terminar a minha cabeceira de cama, e estou deveras satisfeita com o resultado, vai ser nada mais do que 2 paletes pintadas, neste caso de azul e branco, a parte azul já está e ficou com uma cor fantástica, espero conseguir em breve acabar de pintar para poder finalmente coloca-la no sitío onde ela vai morar, ou seja, por trás da minha cama.

Não prometo mas vou tentar tirar umas fotos para mostrar como ficou.