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acimadetudoviver

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A minha imagem da Feira do Livro

27.06.19, acimadetudoviver

Ainda não falei sobre a minha ida à feira do Livro, ir à feira do Livro para mim é um clássico, não que fosse um sítio que eu estava habituada a ir desde tenra idade, mas desde que "aprendi o caminho para lá" tento ir todos os anos, sobretudo desde que o meu filho ganhou o gosto pelos livros.

O que aprecio sobretudo nesta feira é o facto de muitas vezes estarem presentes autores que eu nunca ouvi falar, ou porque os temas sobre os quais escrevem não são temas que eu aprecio ou porque alguns deles para mim seriam "não autores", sem desprestígio para os mesmos, mas há pessoas que ao ganharem alguma notoriedade, derepente estão a escrever livros e são apelidados de escritores, o que me entristece um pouco. No caso de autores que eu desconhecia às vezes é interessante ouvir porque se aprende sempre qualquer coisa, há sempre um dado novo sobre um tema que ainda não se tinha pensado. No que eu apelido de "não autores" é ver uma multidão de gente em volta deles para tirar fotografias porque interesse no que eles escreveram muitas vezes não é nenhum.

Este ano também fiquei admirada com a quantidade de nutricionistas que estavam lá a apresentar os seus livros e é outro fenómeno que eu considero interessante, não tenho nada contra os nutricionistas, acho até que é importante muitas vezes ajuda-nos a conhecer o nosso organismo e conseguimos perceber que tipos de alimentos nos fazem outros e os alimentos que nos prejudicam. Mas não deixo de considerar curioso porque cada vez existem nutricionistas que seguem outros tipos de alimentação que não a dieta mediterrânea, sobretudo a alimentação vegan e paleo e do meu ponto de vista estes tipos de alimentação são muito específicos poque implicam também um modo de vida diferente, ou então sou eu que não consigo dissociar uma coisa da outra. Eu tinha 20 anos quando li pela primeira vez o que era o veganismo e a sua alimentação, daí eu ter ficado com a ideia de que no fundo não é mais do que uma filosofia de vida.

Bom à parte as minhas teorias, para mim a feira do livro continua a ser um passeio  que vale a pena, não só pela localização como também por tudo que é possivel ver hoje em dia na feira do Livro, há sempre coisas a acontecer e que vão despertando o interesse dos mais novos. Com o meu filho chego a subir e descer o recinto da feira mais do que uma vez e vamos 2 ou 3 vezes a stands que já tinhamos visitado porque há sempre algo que lhe desperta a atenção e ele precisa de ver melhor.  

 

Listas

03.06.19, acimadetudoviver

Como pessoa aficcionada por letras, ou melhor, conjuntos de letras que formam textos e que por sua vez dão origem a jornais, revistas e livros durante muitos anos coleccionei revistas e jornais de tal forma que quando saí de casa da minha mãe foram precisas várias viagens até ao ecoponto mais próximo para me livrar de todo aquele papel. Os temas eram os mais variados desde revistas de música e revistas de adolescente, era impressionante eu comprava tudo o que aparecia no mercado e desaparecia também porque muitas já não existem, até jornais desportivos que eu coleccionava avidamente por causa do "meu Sporting", verdade, sofrimento até ao fim! Até mesmo o jornal do meu coração que era o extinto Independente e que eu adorava da 1ª página até ao fim, com especial destaque claro, para a crónica do Miguel Esteves Cardoso.

Ora, numa altura em que eu alternava entre revistas de entretenimento e as chamadas revistas femininas com especial destaque para a revista Cosmopolitan, numa altura, talvez há 20 anos ou um pouco mais, começavam a surgir artigos nas ditas revistas que tinham títulos muito sugestivos: "20 coisas que precisas saber para encontrares o amor da tua vida", " 10 coisas que te mostram que ele  não está interessado em ti", "15 coisas que precisas para ser feliz", e por aí fora. Os artigos das ditas revistas femininas passaram a transformar-se em autênticas listas, quase parecidas às listas de supermercado e que bem analisadas despertam alguma curiosidade, e a dúvida sempre surgiu na minha cabeça será que quem escreve estes textos alguma vez os  testou ou limitou-se a debitar uma série de diparates só mesmo para iludir os mais fracos de espírito, melhor será que quem leu estes artigos algumas vez fez o que ditavam as tais listas ou conseguiu pensar pela sua própria cabeça? 

Dúvidas, muitas dúvidas! 

Hoje lembrei-me disto porque ao fazer uma breve pesquisa por várias revistas ainda existentes no mercado, esta história das listas continua a estar presente nas revistas femininas, por isso é um tema que vende, sem dúvida e eventualmente apreciado pelos leitores, mas não deixa de ser intrigante, o porquê de ter que haver uma série de items supostamente importantes para se ser feliz, pois o que fará sentido para determinadas pessoas não o fará para outras dado que somos todos diferentes.