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acimadetudoviver

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Nós, o meu e o teu

28.11.13, acimadetudoviver

No que diz respeito a relacionamentos com filhos de outros relacionamentos nem sempre é fácil a adaptação seja por parte dos miúdos seja por parte dos graúdos, falo por mim. Em relação ao meu filho eu nunca dei muita importância ao assunto, quando ele nasceu eu e o pai dele já estavamos separados por isso ele não tem noção do que é ter o pai em casa e de repente deixar de estar lá, quando surgiu outra pessoa na minha vida ele teve aquela sensação de alguém ocupar o espaço que era dele, e sempre que pode, apesar de a convivência entre todos ser saudável ele tenta que as coisas sejam à maneira dele e faz braço de ferro com o homem lá de casa, gera-se logo polémica, agora as discussões já vão diminuindo porque tentamos que ele perceba que temos que fazer cedências e umas vezes é da maneira que ele quer outras não.

No que diz respeito à outra criança envolvida é diferente porque é uma menina e embora seja também muito teimosa acaba por às vezes levar vantagem com o pai, é gaja já vem formatado nos genes como dar a volta e conseguir o que se quer.

O convívio entre as duas crianças é bom porque são da mesma idade e conhecem-se desde sempre o que facilita as coisas, eu tenho uma boa relação com a menina pois sou amiga dela e quando estão os dois tento ser justa para que não haja diferenças.

O único problema do meu filho é que é muito agarrado a mim e quando se sente inseguro chega mesmo a ser lapa, do tipo de não me largar para nada, ela é mais independente, mais aventureira e às vezes gera alguma discórdia.

Estes meses de convívio mútuo tem sido uma aprendizagem contínua pois temos que nos ajustar à personalidade de cada um e ir fazendo cedências de forma a que consigamos viver todos juntos, afinal em todas as famílias à diferenças que tem de ser ultrapassadas.