Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

acimadetudoviver

acimadetudoviver

Eu e a minha luta interna para voltar às caminhadas

29.03.17, acimadetudoviver

-"Quando morávamos na Parede a minha mãe ía todos os dias correr para a praia."- esta frase foi dito pelo meu filho, talvez há 3/4 anos, e na altura senti uma sensação de nostalgia muito grande e saudade, muita saudade. Do bom que tinha viver na Linha de Cascais era o facto de viver e trabalhar a 100m da praia, era tudo ali, casa, trabalho, escola do filho e praia. A rotina era sempre a mesma levantar cedo, tomar o pequeno-almoço com o filho, deixá-lo na escola e às 9h estava na praia de Carcavelos, depois era só seguir ate S. Pedro do Estoril e regressar, pois o trabalho começava às 13h. Foi assim durante 2 anos, quando decidi regressar à margem sul foi do que senti mais falta, ter a praia ali à mão, foram 2 anos de exercício físico e mental porque não existe nada melhor para "esvaziar" a cabeça do que o mar.

A minha paixão pelo desporto começou quando aos 18 anos tive um problema num joelho e o médico me disse que só a fisioterapia não resolvia o meu problema tinha que intensificar o treino para fortalecer os músculos e assim foi deixei de lado o meu sedentarismo e passei a frequentar o ginásio, nem sempre assídua, mas fazia um esforço para que durante a semana fosse pelo menos 2 vezes. Com a minha ida para a Parede ainda fui durante algum tempo ao ginásio mas depois a dada altura por causa do trabalho começei a ter dificuldade em conciliar horários e acabei por desistir, e foi assim que começei com as caminhadas e corridas na praia e que me fazia sentir tão bem.

Não sou gorda, pelo contrário sou magra e por vezes consigo ter peso a menos, segundo a minha altura, tenho 50 quilos distribuidos por 1,65m, o exercício não é para completar nenhuma dieta, é mesmo porque me faz sentir bem. Actualmente estou parada à muito tempo, tentei regressar ao ginásio mas não consegui enfiar-me num espaço fechado, visitei alguns e senti-me claustrofóbica, fiz várias tentativas de regressar às caminhadas e posteriores corridas mas acabo sempre por me deixar levar pela inércia, não sei se a desculpa do trabalho é válida mas é o tem sucedido, pois eu tinha destinado a minha hora de almoço para o efeito, mas depois eis que surge um serviço, ou uma ida ao banco, ou mais uma ida a uma ou duas repartições públicas e com isto lá se vai o intervalo do almoço e consequente pausa para o exercício, às vezes nem tempo para almoçar. Outra coisa que contribuí para esta inércia é o facto de agora não ter a praia a 100m de mim, digamos que fica a uns bons 8 km, a única coisa que se aproxima é mesmo o rio, junto à Baía do Seixal, que é exactamente por onde tenho andado, porque fazer caminhadas na cidade, ou até mesmo correr, é coisa que não me inspira, não é a mesma coisa, não faço com o mesmo gosto, preciso de sentir a natureza, já por isso não me consigo enfiar num ginásio.

À coisa de 2 semanas falei com o meu filho no sentido de ele me ajudar a cumprir o meu objectivo, então a ideia era a de eu me levantar 1 hora mais cedo e ir fazer a minha caminhada regressando depois a casa para nos prepararmos para ir ele para a escola e eu para o trabalho, foi o drama, não consegui a ajuda que pretendia. O meu filho tem 9 anos e embora seja autónomo numa série de coisas ficar em casa sozinho por uma hora é coisa para ele entrar em pânico e eu não me sentiria descansada em sair sem que ele soubesse, por isso ando aqui em modo de tentar arranjar uma alternativa que não sei bem como vai ser, pode ser qe consiga convencê-lo.