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acimadetudoviver

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O Mundo dos Blogs

14.06.16, acimadetudoviver

Ainda me lembro quando comecei a ouvir falar de blogs, decorria o ano de 2004 e foi através de uma colega de trabalho que tinha criado um onde colocava essencialmente fotos. Como tudo o que é desconhecido nos causa estranheza, a minha primeira impressão em relação aos blogs é que aquilo não era para mim, pois expor a minha vida assim descaradamente na internet causava-me alguns calafrios. Depois passado um tempo apareceu na rádio Comercial, passo a publicidade, um programa sobre blogs, em que alguns posts de blogs podiam ter uma banda sonora, ideia engraçada sem duvida. Mas eu continuava sem me entusiasmar com esta nova forma de comunicar.

Anos mais tarde engravidei e ao pesquisar sobre inúmeros assuntos na internet, no que à maternidade diz respeito, deparei-me com uma série de baby blogs e fui seguindo alguns com o intuito de ver as minhas dúvidas dicipadas, após o nascimento do meu filho, mais mês menos mês, a minha vida mudou e deixei durante algum tempo de ter acesso à internet e com isso deixei de visitar blogs, aliás esqueci-me mesmo da existência deles. Sempre que usava a internet era sempre para o mesmo fim, que era tratar de assuntos on-line, que até então era para isso que a internet servia, ou seja facilitar-nos a vida.

Agora desde sensivelmente 2013 voltei a deparar-me novamente com os blogs e fiquei deveras surpreendida com a blogosfera em geral e também com a quantidade, cada vez maior de blogs e de todos os temas e mais alguns. Foi de tal forma que até eu criei um, para ir despejando disparates e acontecimentos do meu dia-a-dia, isto claro, quando não fico semanas sem postar nada.

Entretanto apercebi-me que alguns blogs mais antigos, dos primeiros que surgiram, já se tinha transformado numa marca e consequentemente numa empresa de publicidade e achei interessante; depois descobri que havia muita rivalidade, mas não uma coisa saudável, não, nada disso, é mesmo algo que eu considero que roça o ridículo, porque existente pessoas que não se conhecem, bloggers ( é uma nova profissão), que se degladiam como se estivessem num ringue, enfim. Não consigo compreender, porque é algo que assim de repente na "vida real" não acontece, ou seja, pessoas que tem empresas similares e físicas não se vão debater cara a cara com os seus concorrentes, fazem-no de uma forma civilizada enaltecendo os serviços que vendem. Mas na blogosfera tudo é diferente o facto de alguém não se mostrar fisicamente parece que ganha coragem extra e vá de dizer as maiores alarvidades que se pode pensar.

Ao criar também eu um blog, fi-lo sobretudo pelo motivo mais básico, ou seja porque toda a gente tinha, era mais um a inundar a blogosfera e no intuito de deixa lá ver se alguém tem curiosidade em ler os meu disparates, e não é que há quem leia, fico contente. Às vezes em conversa com amigos,ou até mesmo conhecidos, vou percebendo que leram os meus textos, às vezes eu já não me lembrava que tinha escrito sobre aquele tema, é giro. Logo depois de ter criado o meu blog, houve um wokshop em Lisboa sobre o assunto e eu fui tive pena porque não consegui terminar, pois como sempre tive um serviço a meio. Mas serviu essencialmente para ficar a saber mais um pouco sobre o assunto e também para conhecer outros blogs e para descobrir que o que a maioria das pessoas que têm blogs querem é os seus blogs tenham visibilidade e que se transformem numa fonte de rendimento, de perferência não tendo que trabalhar muito para o efeito, pois outra coisa que eu descobri é que as/os bloggers são apelidados de fúteis mas a maioria das pessoas quer ser como eles, não entendo, mas lá está o problema deve ser meu.

Pela parte que me toca, continuo na minha, quando estou para aqui virada, escrevo, detesto sentir-me obrigada a fazer alguma coisa quando o propósito não é esse, e vou ficando satisfeita quando percebo que afinal há pessoas que até me lêem, pode ser que um dia mude a minha postura, para já é assim.

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