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acimadetudoviver

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Quando o coração fica do tamanho de uma ervilha

26.05.15, acimadetudoviver

Há dias em que sinto que o meu filhote cresce depressa demais, só de pensar que ele já vai a caminho dos 8 anos até tenho calafrios, há outros em que apesar de ele já ser muito "crescido" ainda é o meu bebé, e eu adoro chamá-lo de bebé e ele deixa e não se chateia comigo e dá-me abraços muito apertados.

Este Domingo quando ele chegou vindo de um fim-de-semana bem passado com o pai, mana, avó e tios em que houve muitas brincadeiras e cerejas para apanhar e bons momentos para recordar, tive um momento em que me apeteceu engoli-lo para ele não sentir o que ele sentiu. O meu filho adora o pai, cada fim-de-semana passado com o pai é uma alegria muito grande e às vezes as separações doem, foi o que aconteceu desta vez, quando chegou o momento da separação entre pai e filho foi doloroso, porque ele queria continuar com o pai e perguntava-me porque que é que estava tão pouco tempo com pai e eu senti-me impotente porque a única coisa que pude fazer foi dar-lhe colo, lá lhe fui dizendo que ia começar mais uma semana de escola e que ele não podia ficar com o pai. 

O coração de uma mãe fica sempre pequenino quando se presenceia a tristeza de um  filho, eu gostava que ele não sentisse que o tempo que passa com o pai é sempre pouco, mas não posso fazer nada para alterar isso, a vida nem sempre é como gostaríamos. Depois de muito mimo, do banho, do jantar, de arrumar a mochila para o dia seguinte ele já estava mais calmo e acabou por adormecer e acordou bem disposto no dia seguinte.